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terça-feira, 31 de maio de 2011

Texto de partilha na hora da despedida - Impressões sentimentais (Memória de um tempo passado) - CABO VERDE (contacto Projecto Semear para Frutificar)

Nós somos um grupo de alunas do Colégio Diocesano Nossa Senhora da Apresentação (Calvão – Portugal) e no âmbito da disciplina de Área de Projecto resolvemos fazer um pouco mais pelos que necessitam. Para isso, fizemos campanhas de recolha de material escolar, roupas, materiais de higiene, e realizámos também actividades para conseguir dinheiro que foi utilizado na compra de uma fotocopiadora para a Escola Padre Moniz. O nosso grupo fez também vários peditórios e actividades com o intuito de conseguir o dinheiro para as passagens aéreas, dado que o objectivo final do nosso projecto era realizar uma semana de voluntariado na Calheta de São Miguel – Cabo Verde.
Depois de 7 meses a trabalhar sem cessar para conseguir atingir e realizar o nosso objectivo, partimos na quinta-feira, dia 14 de Abril para a aventura na Calheta e passámos 8 dias com esta fantástica comunidade que nos acolheu como se fossemos da família.
Vínhamos preparadas para fazer várias actividades com a comunidade, desde trabalhar no “Espaço ler e aprender!” com crianças e adolescentes dos 6 aos 15 anos e com as aspirantes religiosas, motivar os alunos das escolas Padre Moniz e Nha Mita Prêra a falar e escrever a Língua Portuguesa, participar nas práticas religiosas da época, trabalhar com os escuteiros e ainda visitar o Tarrafal e toda a parte histórica envolvente.
Partimos na sexta-feira dia 22 de Abril à noite o que nos custou imenso, dado que a vontade de ficar era superior a tudo o resto. Levámos 20kg na bagagem e muitas questões pendentes mas connosco trouxemos muito mais do que os 20kg que levámos, porque daquela viagem ficaram marcadas nos nossos corações muitas recordações e sorrisos que nunca vamos esquecer. Nem os 10GB de fotografias e vídeos conseguirão mostrar aquilo que os nossos corações sentem depois de todos os momentos e experiências que vivenciámos e partilhámos com a comunidade da Calheta em apenas uma semana.
E foi sem dúvida, a melhor semana das nossas vidas pois “Cadjeta - Terra Sabi”.»

PEDIDO de COLABORAÇÃO para o GUILHERME

Olá a todos!
Há muitos anos que conheço o Guilherme e os seus pais. A mãe é uma heroína que admiro muito. Apesar da sua força precisa da nossa ajuda, por isso  envio informação sobre uma actividade promovida pela associação de Pais da Escola 101 para angariar fundos para conseguir mais um ciclo de tratamentos para o Guilherme, que frequenta o 3.º ano da referida escola.
Mensagem de uma professora amiga

PEDIDO de COLABORAÇÃO

No âmbito da Área de Projecto, um grupo de alunas da Turma 2 do 12º Ano está a desenvolver um trabalho centrado na problemática do Síndrome deDown. Assim, vimos apelar à PARTICIPAÇÃO e COLABORAÇÃO de toda a comunidade escolar no sentido de contribuir com MATERIAL ESCOLAR, o qual será posteriormente entregue à CRINABEL – Cooperativa de Educação de Crianças Inadaptadas de Sta Isabel, com sede em Largo Conde Barão, nº 5, em Lisboa.
…………………………..
Para esse efeito identificamos algum material de que a CRINABEL mais precisa, tal como:
 - Folhas brancas;
 - Lápis de cor;
 - Caneta de feltro;
 - Lápis de cera;
 - Esferográficas;
 - Lápis de Carvão;
 - Apara – Lápis;
 - Borracha;
 - Plasticinas;
 - Guaches;
 - Pincéis
…………….
PONTOS de RECOLHA – Serão  colocadas caixas nos seguintes locais:
 - Sala de Professores;
 - Papelaria;
 - PBX.
As Alunas: Ana Gomes, Neri Buta, Rita Silva
Muito obrigada pela sua contribuição!

Chegada de material a Cabo Verde - Projecto Semear para Frutificar

Já valeu a pena o esforço da comunidade da ESPAV nesta acção solidária do Projecto Semear para Frutificar. Segue informação de uma professora em Cabo Verde.
«Gostaria muito de conseguir organizar e encaminhar tudo isto…para que, o mais rapidamente possível, as coisas pudessem chegar ao destino… e têm destinos diferentes…mas são precisas muitas horas para orientar tudo isto… e há tudo o resto para fazer: aulas e trabalhos; Espaço...Ler e ...Aprender (esta semana o público foi o dos 2 aos 5 anos de idade - foi muito divertido); Alunos Bolseiros; uma das minhas alunas, com 17 anos, teve uma bebé e fui visitá-la(s) e levar algum enxoval para a criança...porque tinha pouquinhas coisas...desafiar alguns a ajudarem os nossos "três Pastorinhos"... e AGRADECER aos que se vão disponibilizando para ajudar...
Agora todas as horas livres que tenho são para carregar, abrir e orientar, os caixotes que vieram…
 
 
 Chegaram pessoas de Portugal [Férias da Páscoa] e, com a ajuda económica que alguns já deram, trouxeram leite para os "nossos" bebés... [trigémeos, embora ninguém soubesse por falta de aparelhos médicos].»

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Resultados da Feira Solidária e a sua continuidade

À Comunidade Escolar
 
Em resultado das vendas efectuadas na Feira Solidária foi apurado o montante total de 221.80 €, que se destina a apoiar alguns dos nossos alunos em dificuldades.
No final do ano lectivo voltaremos a promover iniciativa semelhante, no sentido de aumentar este fundo solidário.
 
Aproveitamos para agradecer a todos os alunos, funcionários e professores que deram o seu contributo voluntário, quer na entrega de objectos, quer na compra e venda dos mesmos.
 
Páscoa Feliz para todos.
 
As profªs organizadoras,
 
Eva Santos
Mª Luísa Abreu

sábado, 26 de março de 2011

Actualização de informação acerca da Feira Solidária


À Comunidade Escolar

A Feira Solidária que tem estado a decorrer na escola tem tido um bom acolhimento por parte de alunos, funcionários e professores.
Como a Feira continuará na próxima semana, apelo mais uma vez para a colaboração de todos, quer em dádivas quer em compras e ajuda direta nas vendas, sobretudo nos intervalos grandes em que há maior afluência de clientes.
 
Embora os preços sejam muito baixos, esta iniciativa tem sido bem sucedida.
 
Aproveito a oportunidade para agradecer  a colaboração daqueles que participaram e para dar a conhecer o montante já apurado e que irá ajudar os nossos alunos:
 
3ª feira - 45,60€
4ª feira - 42,10€
5ª feira - 56,70€
 
Total até à data: 144,40€
 
A organização
Mª Luísa Abreu
(profª da ESPAV)

Notícias de Cabo Verde


Nha Nácia Gomi (1925-2011): Cabo Verde perdeu a Rainha do Finaçon
13-2-2011
 

Nha Nácia Gomi (1925-2011): Cabo Verde perdeu a Rainha do Finaçon / Actualidade / Detalhe de Notícia

No passado dia 3 de Fevereiro, pelas 23 horas, Nha Nacia Gomi faleceu. Considerada uma das referências da música tradicional cabo-verdiana, deixou este mundo aos 86 anos. Em todo o país, artistas, políticos e anónimos lamentaram o desaparecimento da Rainha do Finaçon.
A cantadeira estava internada em cuidados especiais, no Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia. Segundo o médico Paulo da Graça, citado pela RTC, Nácia apresentava um quadro clínico de crise hipertensiva e suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Na tarde do dia 3 de Fevereiro, tudo indicava que o estado da artista era estável. No entanto, durante a noite o quadro clínico ter-se-á complicado e Nácia Gomi não resistiu, acabando por falecer. Segundo informações do responsável das urgências do HAN, Nha Nacia Gomi faleceu pelas 23 horas com um quadro de Acidente Vascular Cerebral (ACV) e bronco pneumonia.
Bandeira a meia haste
Ao saber do acontecido, o Governo decretou Luto Nacional no passado sábado, 5 de Fevereiro, dia em que se realizou o funeral da malograda, no cemitério Achada Igreja, em Santa Cruz. Durante o período de luto nacional, a Bandeira Nacional esteve a meia-haste em todos os edifícios públicos do país e nas representações diplomáticas e consulares.
Antes do funeral, marcado para as 16 horas, os restos mortais de Nha Nácia Gomi ficaram em câmara ardente no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Santa Cruz, cidade de Pedra Badejo. Centenas de pessoas, entre familiares, artistas, amigos, e algumas personalidades políticas acompanharam a cerimónia fúnebre. Vários grupos de batuque também acompanharam a cerimónia, entoando vários temas.
"Uma mulher dedicada à cultura de Cabo Verde," assim caracterizou Nha Nácia Gomi, a Ministra do Ensino Superior, Ciência e Cultura. Em comunicado de imprensa, o Governo expressou condolências "pela perda da mulher cuja trajectória constitui um exemplo". Para o executivo, ela inspirou o respeito pela preservação e divulgação da nossa memória colectiva.
O primeiro-ministro, José Maria Neves, classificou o falecimento da artista de "grande perda", e manifestou "a todos os artistas, a todos os músicos cabo-verdianos, ao município de Santa Cruz e a toda a família e amigos, os nossos pêsames e a nossa solidariedade neste momento de dor, de grande perda, mas a obra dela perdurará para sempre aqui em Cabo Verde".
O Presidente da República considerou que Cabo Verde acaba de perder uma das suas expoentes máximas das tradições orais e guardiã do Finason. Segundo Pedro Pires, Nha Nácia Gomi deixou aos cabo-verdianos um legado de mensagens profundas, genuinamente expressas nas parábolas do Finason, que interpretava com mestria e sabedoria popular."Reconforta-me, entretanto, depositar esperanças na nova geração que, certamente, saberá inspirar-se no seu exemplo de dedicação, generosidade e entrega à causa da cultura, e dará continuidade à sua obra, como ela, em vida, soube manter, bem aceso, o facho que recebera dos que a antecederam", frisou
O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Orlando Sanches, também mostrou-se consternado com o desaparecimento físico da rainha do Finason, "uma das grandes vozes da nossa música tradicional cabo-verdiana".

 Artistas consternados com "grande perda"
Em Cabo Verde e na diáspora, os artistas cabo-verdianos lamentaram a morte de Nácia Gomi, salientando a grande perda que isso representa para a cultura cabo-verdiana.
"Para mim, foi uma fonte que secou". Palavras de Zeca Nha Reinalda, que acrescenta que a cultura cabo-verdiana fica mais fraca cada vez que desaparece um artista do nível de Nha Nácia. O músico recorda a cantadeira como uma pessoa simples, do povo, e amiga dos outros. Gugas Veiga frisa também a simplicidade e alegria da cantadeira, salientando a perda de uma referência na música e na tradição oral cabo-verdiana. " Era uma pessoa muito alegre, tinha sempre uma estória para contar. Cantava tudo "de cabeça", tinha uma variedade musical impressionante porque as suas músicas nunca eram iguais. O seu sentido de improvisação e a sua técnica de memória impressionavam ainda mais. Ela nunca escrevia as suas canções, era tudo de memória. Era uma biblioteca andante", afirmou.
Para Tito Paris, "Cabo Verde fica mais pobre a partir do momento em que perdemos uma pessoa como ela, que fazia as suas poesias dirigidas a questões sociais". Sendo assim, salienta que "vamos ouvi-la sempre". Lembrar sempre o nome "dessa grande mulher de Cabo Verde" é um imperativo, para Leonel Almeida, que reitera que "a poetisa do povo deixou o mundo da música quase vazio". 
A mesma ideia é repetida por Isa Pereira, para quem perdeu-se um património da nossa tradição oral. "Vamos lembrar dela com muito amor e reconhecimento pelo excelente trabalho que ela desenvolveu em prol da nossa cultura. Ela transmitia a emoção verdadeira da música, a emoção da música "di terra", salientou. Arlindo, membro do grupo Cordas do Sol frisa também a qualidade da artista. "Ela tinha uma técnica de improviso impressionante, um domínio da palavra que cativava. A sua poesia era de alta qualidade, riquíssima e cheia de segundas mensagens. Impressionava muito. Vê-la com aquela idade a cantar, a improvisar, era extraordinário", reitera.
Alma de tradiçon
Maria Inácia Gomes Correia, nome verdadeiro de Nácia Gomi, nasceu a 18 de Julho de 1925, na localidade de Ribeira Principal, concelho de São Miguel, mas residia no município de Santa Cruz desde criança.
Começou a cantar aos doze anos de idade, animando os casamentos e os baptizados por toda a ilha de Santiago.
Nha Nácia Gomi dedicou a sua vida à divulgação da cultura cabo-verdiana nos géneros de Finason e Batuku, e era uma sábia conhecedora da tradição oral. Foi uma das vozes da resistência cultural cabo-verdiana. Considerada a ‘rainha do finaçon', ficou também bastante conhecida como uma contadora de estórias.
Muita da sua música era improvisada no momento. Em 1985 o escritor e investigador cultural, Tomé Varela da Silva, organizou em livro os ‘finasons di Nha Nacia Gomi'.
Participou em vários projectos dos quais resultaram estudos, teses, reportagens e discos que irão eternizar as memórias desta humilde senhora que nunca escreveu. Gravou três discos e participou em muitos mais como convidada. Em 2005 lançou dois álbuns: ‘Finkadu na Raiz', com o tocador de batuque Ntóni Dênti d´Ôro, e ‘Ku ses Mocinhos'.
No dia 18 de Outubro de 2009, Dia Nacional da Cultura, foi homenageada pelo Centro Cultural Norberto Tavares.
Camponesa e de muita sabedoria popular, Nha Nácia Gomi prendia a atenção das pessoas pela forma cativante como transmitia as suas mensagens através do finaçon. Tornou-se assim numa figura incontornável no processo criativo da ilha de Santiago. O seu mérito é reconhecido dentro e fora do país, pelo que irá deixar, certamente, um grande vazio no panorama cultural cabo-verdiano.
Ilda Fortes, com agências